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Prosas

Meu castelinho de areia desmoronou…

Recebi um mail de mamãe outro dia muito interessante… São alguns ditos ( ou será ditados?) populares. Coisas comuns, dessas que a gente sempre cita em um conversa como se fosse uma grande verdade ou uma lição de vida…
Pois é… Fiquei muito triste com esse mail, porque tudo que julgava certo na minha vida desandou com ele… Nenhuma daquelas frases prontas, que fazem tanto sentido no nosso dia a dia, são verdadeiras…
De certa forma fiquei até com raiva desse professorzinho, um tal de Pasquale Cipro Neto, que acabou com a minha auto estima fazendo com meu castelinho de areia se desmoronasse em alguns segundos… E tudo isso por que? Só porque ele não tinha nada pra fazer e resolveu acabar com a alegria alheia…
Vocês acham que estou de sacanagem? Então olha só o que o infeliz causou na minha vida: O meu cabelo que sempre foi “cor de burro quando foge”, agora não tem mais cor… Porque o correto é “corro de burro quando foge”. Mas quem vai correr do próprio animalzinho só por ele estar fugindo? Eu daria passagem. Se ele foge algum motivo tem.
E a minha infância tão feliz brincando de declamar versinhos? Nunca existiu. Quando eu dizia tão sabiamente que “ batatinha quando nasce se esparrama pelo chão” eu estava falando uma mentira aos meus amiguinhos da pré escola. A verdade é que “ batatinha quando nasce espalha a rama pelo chão”. Que rama é essa que nunca me contaram antes? Aliás por que mamãe nunca me levou pra ver uma batatinha nascendo?
Essas duas constatações podem parecer poucas pra odiar esse cara. Então pense nisso. Passei a vida me gabando porque sempre falo o que penso. “ Quem tem boca vai à Roma”. Pois bem. Não adianta mais se ter boca, falar o que pensa. A verdade é que “quem tem boca vaia Roma. É. Do verbo vaiar. E Não de ir… E qual seria o motivo pras pessoas vaiarem Roma assim?
E eu que sempre fui “cuspida e escarrada” o meu pai, agora não sou mais. Isso também não existe. O que existe é “ Esculpida em Carrara”. E O tal do Pasquale até explica. “ Carrara é um tipo de mármore. Mas de mármore eu não tenho nada. Nem na minha casa.
Esse senhor até com o bicho carpinteiro acabou. Meus alunos que eu sempre repetia: “Esse menino não pára quieto, parece que tem bicho carpinteiro…” Pois é. Nada de nadica de nenhum bicho carpinteiro, gente! O que se quer dizer na verdade é: “Esse menino não pára quieto, parece que tem bicho no corpo inteiro”.
Depois de tanta tristeza que esse senhor me deu só poderia terminar falando: “Quem não tem cão, caça com gato.” Mas até isso o cidadão me tirou. Não posso mais caçar com a Irís pois “Quem não tem cão, caça como gato… ou seja, sozinho”.
Meu mundo desmoronou e depois disso só alguns tranquilizantes e antidepressivos pra me fazer voltar a sorrir! Terei que reconstruir todos os meus conceitos e teorias. Rever meus paradigmas e dilemas. Só depois disso voltarei a ser uma mulher com sonhos. Uma pessoa com passado, presente e futuro e com uma nova cor de cabelo definida…

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