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Prosas

Onde estão nossos heróis?

Quando eu era criança meu pai e minha mãe eram meus heróis. Depois He-Man, She-Ra e outros ocuparam este lugar na minha vida. Na adolescência os Menudos fizeram de meus sonhos e ideais mais coloridos. Hoje não tenho heróis.

Meus pais e tios comentam de movimentos políticos e culturais. Contam de seus ídolos, seus revolucionários, seus líderes. Contam de seus movimentos, de suas lutas por liberdade, de suas batalhas pessoais e informais para mudar, para tentar construir algo melhor para as futuras gerações. Contam de seus heróis.

Onde estão os nossos? Minha geração não encontra mais referências, não encontra mais líderes, mais ídolos. Não tem mais ideais, está alheia às lutas. Está perdida. Onde estão nossos Getúlios, nossos Brizolas, nossos Bentos Gonçalves? Onde estão os nossos líderes?

Não existe ânimo de votar, não existe interesse político, não existe liderança de um povo. Será que nossa geração que um dia ouviu em sala de aula que era o futuro do Brasil, ficou sem futuro? Sem esperanças?

O cenário político atual desanima, mas desanima ainda mais a falta de motivação, a falta de responsabilidade, a falta de interesse de meus amigos. Entristece saber que nossos pais lutaram pelo futuro de nossa geração e que agora pensamos que política é uma coisa de velho, que é careta.

Estamos alheios, votamos por votar, votamos em quem nossos pais votam, ou então votamos em quem nossos pais não votam por rebeldia. Talvez a política do país seja velha, esteja ultrapassada. Talvez nossos políticos não estão sabendo nos cativar. Talvez, talvez. Mas talvez também nós não sabemos cativar a política, talvez nós estejamos errados não buscando líderes. Um povo sem líderes é um povo sem caminho.

Nossa geração está perdendo o caminho. Será que nossos pais eram assim? Será que tantas lutas foram em vão? Temos muitos questionamentos e poucas respostas, justamente porque não temos líderes.

Não quero um país assim, nem pra mim, nem para meus filhos. Não quero toda essa sujeira e hipocrisia no comando do meu futuro, porque meu futuro depende do futuro do país. Meu futuro depende das eleições, das decisões do povo, e principalmente das decisões (ou não) dos políticos escolhidos por nós.

Quando vamos crescer como seres humanos, evoluir e perceber que estamos todos nos mesmo barco? Um barco que está quase a deriva e que precisa de toda a força pra não naufragar. Um barco que precisa de um novo motor, que precisa de novos rumos e novos comandantes. E comandantes capazes de levar toda a nossa tripulação. Mas me esqueci… Nós não temos mais heróis.

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Aritgo publicado no Jornal Universo Ipa, Ano 1, Edição 3 de outubro de 2006.

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Depois de muitos mails, recados no orkut e conversas no msn preciso prestar um esclarecimento: O conto ” Diário de uma mulher que espera o fim” é apenas um CONTO. Baseado em uma amiga que está passando por uma depressão profunda e se tratando com um médico. A Primeira vez escrevi em terceira pessoa, como meus outros contos, mas não gostei do resultado. Então tentei em primeira pessoa e gostei muito… Mas estou bem, obrigado e não se preocupem. É apenas a personagem que está em depressão.

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Gostei tanto do resultado obtido que estou pensando em uma série assim… ” Diário de uma mulher que…”

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