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Prosas

O que importa?

Tudo bem. Faz parte do ser humano, ser confuso, vaidoso e extremamente viajante. Claro que, existem pessoas muito pé no chão e que não se deixam abalar por certos sentimentos e ilusões. Mas, felizmente ou infelizmente, eu não sou uma delas. Sou confusa. Sou viajante. Sou real e imaginária. E para ser bem sincera, adoro o mundo que habita minha mente. Ele tem muito mais graça, emoção e coisas acontecendo que o mundo real.
Na maioria das vezes, esses mundos não se conflitam. Fica cada um do seu lado, um dentro e o outro fora, sem se encontrarem ou se baterem de frente. Porém, como toda a regra tem sua excessão, uma vez que outra eles resolvem se misturar e saí correndo do mundo imaginário todas minhas personagens para bagunçar meu mundinho, quase perfeito, real.
Agora é isso. O que era de faz de conta virou real. O que nunca deveria ser dito foi falado. O que não passavam de meros sonhos e ilusões invadiu todos os meus sentidos e “eu vivo acordada pensando em você”. Aquele arrepio da espinha, passa percorrendo minhas costas e um sorriso bobo vive no canto da boca. Um brilho que vem do impossível mas tem reflexo no possível. Contradição de sentimentos, de vontades, de desejos.
Sempre fui assim. Em busca de uma vida tranquila e certinha. Por fora. Por dentro, algo me empurra para os sonhos, para os amores impossíveis, para o cheiro, sabor e toque de algo novo. O que faz todo dia eu sair da cama é esse tesão desenfreado por tudo que é novidade, por tudo que talvez nunca seja mas na minha cabeça já é. Não. Definitivamente não. Mas como fingir que não tem nada diferente? Como ninguém notar? Você está em mim assim como estou em você e não importa o que aconteça isso sempre será nosso. Ninguém nos tira.
Eu não quero mais acordar. Se for para esquecer eu prefiro não acordar. Deixa tudo como está e mesmo que me internem eu quero continuar vivendo com meus dois mundos em choque. Principalmente, porque você está no que não faz parte da realidade e sem você as coisas não tem mais a mesma graça. Afinal de louco e santo todo mundo tem um pouco…
Sem falsos moralismos, sem burocrácia, sem fingir que as coisas não acontecem, independente de nossas vontades. E mesmo que passe mil anos se tiver que ser será… Só não quero perder o que me faz tão bem e mesmo que isso se chame egoísmo, o que importa? Viventes são assim. E eu não sou diferente.
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