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Teorias sobre a decepção

O que define a decepção se não um vazio gigante, que não pode ser medido e muito menos percebido por outro alguém? Afinal decepção é o pior de todos os sentimentos. A decepção não tem volta. Em um segundo acaba com toda uma relação construída. Espatifa a confiança. Rasga o amor. Explode a amizade. Detona os sonhos e termina de vez com as possibilidades.

Uma decepção amorosa pode levar anos, ou até mesmo vidas, para cicatrizar. Mulheres se acabam por ela. Homens se tornam amargos. Não existe nada que alivie a dor e preencha o vazio. Nada nunca mais é como antes. Uma decepção amorosa acaba com as possibilidades do amor. Até que apareça alguém novo e faça a gente sonhar de novo.

Decepciona-se com coisas toscas e fúteis faz parte da vida. Um filme, um livro, uma música, uma festa. O sentimento de vazio é o mesmo de forma mais branda e obviamente sem marcas tão profundas. Há quem diga que nunca se abateu. Mas duvido da sinceridade dessas pessoas. Que confesse que já sofreu. Que admita que entregou. Que tenha mais cuidado da próxima vez.

Decepcionar-se com sonhos, crenças, ideologias também muda o vivente. Mas a mudança, e a decepção é claro, nesses casos pode ser positiva. Mudar não pode ser sempre algo ruim. Abre novas possibilidade.  Faz florescer flores e renascer conceitos. Nem tudo na decepção são só espinhos. Algumas nos fazem crescer.

Mas de todas as decepções a mais cruel é com amigos. A mais triste também. Acreditar em alguém. Contar seus segredos mais íntimos. Confiar. Estar presente e quando precisar não poder contar. Você que sempre está lá. Você que sempre esteve lá.

Mentiras decepcionam. Principalmente quando as mentiras vem de quem menos se espera. Quando elas são desnecessárias e não fazem sentido. Num mundo perfeito amigos nunca mentiriam.

Decepção dói. E dói demais. Mata a alma. Destrói a confiança e acaba em segundos com tudo que foi construído por muito tempo. Ah se eu pudesse evitar algum sentimento. De todos eles, dos mais sofridos e terríveis a decepção seria ele.

Não quero carregar marcas e cicatrizes. Mas como evitar? Como voltar a confiar? Como acreditar? Como não se iludir novamente? E o mais difícil: Como se entregar novamente?

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