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Prosas

As caçadas de Pedrinho

Em quarenta dias de vida descobrisses muita coisa. Tuas mãozinhas são partes do teu corpo, que podem servir de consolo quando a chupeta não está perto ou o teu “tototo”.Também sabes que elas servem para agarrar e apertar com força quando estás descontente com algo. Sabes diferenciar música de qualidade. E tens um gosto bem eclético, dormes tanto com musiquinhas de ninar, próprias para tua idade, como com metálica, Lulu santos, Steve Vai. 

Tens uma fome desproporcional ao teu pequeno tamanhinho. Fome tanto de leite quanto de conhecimento, em cada ambiente arregalas os olhos, prestas atenção em tudo e por um minuto até para com a manha para saber o que está acontecendo e onde estás.Olhos esses que parecem azuis, como os meus e que são pequeninos e apertadinhos, típicos da minha família.
Mas por enquanto não negas teu pai, a careca, as entradas, as enrugadas na testa e deixa-la franzidas. Como são parecidos. Nestes teus 40 dias de vida, aprendestes direitinho como é bom um colinho, sabes quando precisas de algo e grita a plenos pulmões e quando é apenas uma manhasinha, tipíca de quem só quer uma atenção. E já descobristes que és lindo, afinal os espelhos exercem uma força sobrenatural sobre ti.
Preguiçoso para mamar, manhoso para ganhar um colinho, briguento quando queres algo de verdade. Assim foram os teus 40 dias de vida. Assim espero que sejam os próximos milhares, mesmo que eu fique acordada outros tantos deles, cheios de vida, de energia, e de grandes descobertas e caçadas nesse mundão que ainda vais descobrir.

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