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Prosas

A descoberta do pinto



Muito antes de pensar em ter um blog sobre maternidade, um dia pesquisando na internet sobre o que fazer com o pinto do meu filho (não me entendam mal, queria saber sobre limpar, a tal massagem pra soltar a pele e tal) acabei caindo num texto fantástico que me arrancou muitas risadas que dizia “ter pinto é muito legal, é como ter um animal de estimação no corpo pelo resto da vida” entre outras frases e micos interessantes sobre ser mãe de menino. O texto estava no blog Conversa de Mãe da querida Fabiana Deziderio, que é uma das melhores blogueiras que já li e que parou de escrever no blog em maio desse ano, mas continua exercendo sua paixão de trabalhar com o universo da maternidade no site Mulher & Mãe. Então, voltando ao assunto do post, o que eu quero falar mesmo, é sobre essa descoberta do pinto que é muito legal.

No dia da ultrassonografia que descobrimos o sexo do PH foi uma festa da vergonha alheia. Ao entrar para o exame, meu marido já saiu falando que a gente só queria saber o sexo do bebê. A médica, disse para ele que iríamos ver, mas antes ela ia dar uma examinada se tudo estava bem. Fez as “vistorias de rotina”, estimativa de altura, peso, tamanho da cabeça e disse “agora vamos ver o sexo”. Marido que estava apostos começou a gritar antes da médica falar: “é um guri, é um guri, olha ali o tamanho do pintão!” a médica mal teve tempo de concordar com ele e ele já saiu pegando celular e ligando para todos os amigos gritando: “avisa ai que meu leite não é fraco, eu falei que era um guri!!! Meu filho tem um pintão!!!” e por aí foi a baixaria. Não preciso dizer que eu morri de vergonha ainda mais quando sai da salinha do exame e todos da clínica ( e quando eu digo todos, eram TODOS mesmo: médicos, pacientes, enfermeiros e secretárias) me davam parabéns pelo guri! Vergonha alheia master!

Não sei qual o significado para alguns homens de terem um filho homem. Mas é algo muito primitivo, animal e muito engraçado. Só sei que daquele em dia em diante, todo o meu universo começou a girar em volta do “pintão” que crescia dentro de mim. Não era mais um bebê e sim um pintão que crescia a cada mês.

Meninos, vem com detectores de fábrica, para sempre que você abrir a fralda, eles levantarem o tico e fazerem xixi em você. Quando começam a rir, então, você tem certeza que eles estão entendendo o que estão fazendo, porque basta te dar aquela mijada para cair na gargalhada. Na hora do banho é fato, comece a jogar uma aguinha quente neles, que pronto, lá vem aquele pintinho se levantando de mansinho e mirando em você ou na toalha!

Todo o bebê descobre a mão e passa horas olhando para ela, analisando e provando seu gosto. Depois eles descobrem o pé e tentam, de todas as formas, mastiga-lo, para ver que sabor tem o chulé. E quando, finalmente, conseguem colocar ele na boca, é como se tivessem conquistado o grande prêmio de fórmula 1 ou a Copa do Mundo. Até ai não importa o sexo dos bebês, todos fazem. Acontece que meninos, depois de fazerem essas duas descobertas, descobrem outra coisa interessante no próprio corpo: o pinto (ou pênis, se preferir o nome correto) e depois dessa descoberta, sempre que estão livres da fralda a mão vai imediatamente para a torneirinha! (Será que isso explica porque homem não consegue tirar a mão do saco???).

É só ter uma chance e a mão já está ali, operando o brinquedinho, manipulando e puxando, puxando e puxando. Chega a dar um nervoso na gente que não tem o instrumento, afinal tantas esticadas podem doer e machucar. Mas parece que não, pois quanto mais ele puxa, mais divertido parece. Na hora do banho, que tem mais tempo então é hora da festa do estica e puxa!

Aqui em casa não realizamos a tal massagem para soltar a fimose. O pediatra do PH disse que não era necessário. Existe uma corrente de pediatras que aconselham desde o início e outra que não. Se mais tarde for necessário, usaremos a pomada e a massagem, mas por enquanto deixa a coisa do jeito que está (até porque parece meio engraçado ficar massageando o pinto do filho, não?)

Ter um filho menino é uma forma de compreender o universo masculino e parafraseando mais uma vez a Fabiana Deziderio “Nessa época eu entendi um pouquinho porque meninos demoram para crescer. Com tanto entretenimento, fica difícil olhar para o resto do mundo…”

O engraçado é que o PH só tem 9 meses, fico me perguntando o que virá pela frente quando ele começar a entender que “meninos tem pênis e meninas tem vagina” (quem nunca viu esse filme???)

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