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Prosas

Quem planta, colhe

Se tem coisa que eu não guardo na vida é rancor. Tem tantos outros sentimentos pra se guardar, tantas coisas boas pra lembrar, tantas histórias pra contar, que um sentimento ruim não deve reinar.

Eu sei que eu deveria odiar. Deveria renegar, deveria até mesmo matar. Em outros tempos na fogueira ela queimaria e ele poderia ser envenenado lentamente pra sofrer do mesmo jeito que me fez sofrer. Em outros tempos. Ou com outras pessoas no meu lugar.

Eu não desejo o mal. Ao contrário, desejo em dobro tudo que me fizeram passar. Apenas isso. E o dobro com certeza será bem dolorido.

No fundo o que eu sinto é pena. Ele por ser trouxa. Ela por ser… bem não sei nem o que dizer que ela é sem parecer ofensivo ou pejorativo. Mas me digam vocês, que adjetivo usamos para descrever uma pessoa que entra na sua casa, se finge de amiga, agarra seu marido no local de trabalho, arma pro próprio marido descobrir, chantageia, se faz de vítima e ainda mente para as pessoas dizendo que você, que acolheu, que respeitou, que aproximou, é uma pessoa ruim?

Eu não sei.

Mas nessa vida o rancor eu não guardo. Sigo o meu caminho, dou a volta por cima e ás vezes nem lembro mais que isso aconteceu. Olho pra ele e sinto pena. Penso nela e sinto pena. As pessoas colhem o que plantam. E a colheita é certa. Quem planta inveja, mentiras e falsidade só pode colher tristeza.

Eu planto amor. Plano honestidade. Planto respeito. E estou tentando plantar perdão. Porque claro que eu não sou a pessoa mais iluminada da terra. Não nasci pra Cristo pra dar a outra outra face e apanhar de novo.  Eu aprendo com o que a vida me da. Caio, levanto e continuo sorrindo. Tenho a sorte de ter amigos. Verdadeiros. Daqueles que te amparam perto ou longe. Daqueles que te confortam com palavras, risadas e doses homeopáticas de amor.

Mas tenho isso porque planto coisas boas. Levanto porque sou do bem. Sorrio porque durmo a noite tranquila, sabendo que minhas consciência está tranquila. Já os outros, aqueles que fazem o mal, esses devem ter pesadelos. Dos mais sombrios. Esses carregam olheiras em vez de sorrisos. Esses o dia que caírem nunca mais levantam. E por mais que pareça pirraça eu ainda vou dizer: Eu avisei!

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